terça-feira, 11 de agosto de 2015

A Twist in My Story

Estás mais em mim do que eu própria posso estar em mim. Não é justo amar-te tanto. Não assim. Não desta maneira. Não nesta situação. Saber que o teu coração pertence a outra pessoa, quando o meu realmente só bate por ti. Há algo mais doloroso que isso? Eu não sei o que mais posso fazer para te tirar da minha mente. Eu tento. Eu juro que tento. Mas nada do que eu faça ou tente fazer consegue fazer-me parar de te amar. Foram meses de histórias inacabadas ou sequer "incomeçadas". Deixas-me sem rumo, completamente à deriva num mar que tanto me faz flutuar como me tenta afogar. E é quando te afogas num sentimento, que sentes o quão doloroso ele é. Mas do que adianta viver senão para amar? Do que adianta morrer senão pelo amor? Talvez um dia tu abras os olhos e vejas o que realmente perdeste ao estar cego. Talvez um dia tu oiças uma música que te faça lembrar de tudo o que nunca quiseste ouvir. Talvez um dia te lembres de mim, e talvez nesse dia eu não me lembre mais de ti. Mas é impossível esquecer quem me deu tanto para recordar. Mesmo quando não passam mesmo disso. Recordações. Pergunto-me qual é a primeira coisa que te passa pela mente quando ouves a minha voz. Será que o teu coração também bate forte quando me vês ao longe? Pagava tudo para sentir o que sentiste quando os nossos olhos se cruzaram, na última vez em que nos vimos. Passo o tempo a questionar-me sobre ti, enquanto não devia questionar-me de todo. Perguntas sem resposta. E são tantas... Depois de praticamente 1 ano, eu percebi que de nada vale tentar deixar-te no passado. Estarás sempre presente, seja aqui, ali, ou acolá. Haverá sempre uma parte de ti, em mim. Não consigo apagar-te de mim, por mais tempo que passe, por mais motivos que me dês para te odiar. Por mais vezes que me ignores. Por mais vezes em que desapareças e não estejas cá. Por mais noites em branco que me faças passar. Não consigo apagar-te de mim, apenas não consigo. Nem quero. Cada pequeno centímetro da minha pele se arrepia quando te vejo. E gostava de entender como é possível estares tão longe, mas tão perto. O teu coração pertence a alguém, ainda que defendas que és livre e não pertences a ninguém. Tens alguém melhor que eu, alguém merecedor do teu tempo, com quem não te importas de perder todo o tempo do mundo, ou perder a noção dele. Seja quanto tempo for. Lembro-me de quando me dizias a mim que perdias a noção do tempo só de ouvir a minha voz todas as noites... quando eu ainda sentia que significava algo para ti. Mas agora, isso é passado. Eu sou passado. Mesmo que tu sejas sempre presente, eu nunca serei futuro. Tens alguém melhor. Alguém como eu nunca fui, e nunca serei. Esse alguém serás sempre tu para mim, mas eu nunca serei esse alguém para ti. E não sei porque ainda continuo a escrever sobre ti, quando sei que nunca lerás, nunca te importarás o suficiente para tentar entender. Tudo para ti parece banal. Pareço até ridícula, eu sei. Mesmo ridícula, amo-te ridiculamente. Ridículo, não é? Não há nada mais doloroso do que saber que estás aqui, mas não para mim, não por mim. Depois de tudo o que passei por ti, acho que merecia no mínimo uma explicação. Aquela que me prometeste dar um dia. Hoje também é dia. E mais logo será noite, e eu esperarei incessantemente pela chamada que não chegará. Pela voz que não ouvirei. Pela promessa que não cumprirás. Pela rotina que já não é minha. Nem tua. Já não é nossa. E voltará a ser dia, e no meio de tantos dias e noites, tu não pareces minimamente interessado em manter a tua palavra. Tens quem te roube beijos, enquanto eu nem um segundo do teu tempo infinito consigo roubar. É esse o tanto, ou tão pouco, que valho para ti. Se ao menos eu pudesse entender... só entendendo posso seguir em frente. Ou pelo menos sair do sítio. Estou cansada de correr parada. Correr por ti, quando só corres para fugir de mim. Por mais que me custe, nada custa mais do que estar apaixonada por ti. Hoje vens, amanhã vais. Hoje queres, amanhã negas. Hoje prometes, amanhã adias. Hoje importas-te, amanhã estás-te nas tintas. Se ao menos eu pudesse entender... mas não posso. Não por falta de vontade, mas por falta de razões. Eu só queria poder olhar-te nos olhos, sem me perder, e poder ver o que vês. Pensar o que pensas. Entender o que te recusas explicar. Por isso, não tentarei mais. Não insistirei mais. Quando quiseres, e se quiseres, sabes que estarei cá. Olha-me nos olhos, sê sincero, não adies. Pelo menos uma vez na vida, não adies. Cumpre. Fica. Escolhe o que te escolhe. Não fujas do que te procura. Porque fugir cansa, e eu já estou tão cansada. Explica. Eu prometo entender, ou pelo menos tentar. E ao contrário de ti, eu cumpro. Porque te amo.

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