sábado, 2 de julho de 2016

Se estivesses... mas não estás.

Só eu sei o que me dói por dentro quando não estás. Quando não é o teu corpo que aquece o meu nas noites frias de inverno. Quando não é ao som da tua voz que o meu coração dança compassado. Quando não são as tuas mãos que me ensinam que o mundo pode muito bem ser simples de suportar. Quando não são os teus lábios que tocam os poros da minha pele. Quando não és tu. Só eu sei o que me dói por dentro quando não te tenho comigo. Só eu sei. Porque não estás. Se estivesses, também tu saberias. Mas se estivesses, tudo seria diferente. Não haveria este iceberg no lugar onde um dia o meu coração gritava o teu nome. Se estivesses, não escorreriam lágrimas pelo rosto onde um dia só o meu sorriso existiu. Se estivesses...

Mas não estás.


terça-feira, 11 de agosto de 2015

A Twist in My Story

Estás mais em mim do que eu própria posso estar em mim. Não é justo amar-te tanto. Não assim. Não desta maneira. Não nesta situação. Saber que o teu coração pertence a outra pessoa, quando o meu realmente só bate por ti. Há algo mais doloroso que isso? Eu não sei o que mais posso fazer para te tirar da minha mente. Eu tento. Eu juro que tento. Mas nada do que eu faça ou tente fazer consegue fazer-me parar de te amar. Foram meses de histórias inacabadas ou sequer "incomeçadas". Deixas-me sem rumo, completamente à deriva num mar que tanto me faz flutuar como me tenta afogar. E é quando te afogas num sentimento, que sentes o quão doloroso ele é. Mas do que adianta viver senão para amar? Do que adianta morrer senão pelo amor? Talvez um dia tu abras os olhos e vejas o que realmente perdeste ao estar cego. Talvez um dia tu oiças uma música que te faça lembrar de tudo o que nunca quiseste ouvir. Talvez um dia te lembres de mim, e talvez nesse dia eu não me lembre mais de ti. Mas é impossível esquecer quem me deu tanto para recordar. Mesmo quando não passam mesmo disso. Recordações. Pergunto-me qual é a primeira coisa que te passa pela mente quando ouves a minha voz. Será que o teu coração também bate forte quando me vês ao longe? Pagava tudo para sentir o que sentiste quando os nossos olhos se cruzaram, na última vez em que nos vimos. Passo o tempo a questionar-me sobre ti, enquanto não devia questionar-me de todo. Perguntas sem resposta. E são tantas... Depois de praticamente 1 ano, eu percebi que de nada vale tentar deixar-te no passado. Estarás sempre presente, seja aqui, ali, ou acolá. Haverá sempre uma parte de ti, em mim. Não consigo apagar-te de mim, por mais tempo que passe, por mais motivos que me dês para te odiar. Por mais vezes que me ignores. Por mais vezes em que desapareças e não estejas cá. Por mais noites em branco que me faças passar. Não consigo apagar-te de mim, apenas não consigo. Nem quero. Cada pequeno centímetro da minha pele se arrepia quando te vejo. E gostava de entender como é possível estares tão longe, mas tão perto. O teu coração pertence a alguém, ainda que defendas que és livre e não pertences a ninguém. Tens alguém melhor que eu, alguém merecedor do teu tempo, com quem não te importas de perder todo o tempo do mundo, ou perder a noção dele. Seja quanto tempo for. Lembro-me de quando me dizias a mim que perdias a noção do tempo só de ouvir a minha voz todas as noites... quando eu ainda sentia que significava algo para ti. Mas agora, isso é passado. Eu sou passado. Mesmo que tu sejas sempre presente, eu nunca serei futuro. Tens alguém melhor. Alguém como eu nunca fui, e nunca serei. Esse alguém serás sempre tu para mim, mas eu nunca serei esse alguém para ti. E não sei porque ainda continuo a escrever sobre ti, quando sei que nunca lerás, nunca te importarás o suficiente para tentar entender. Tudo para ti parece banal. Pareço até ridícula, eu sei. Mesmo ridícula, amo-te ridiculamente. Ridículo, não é? Não há nada mais doloroso do que saber que estás aqui, mas não para mim, não por mim. Depois de tudo o que passei por ti, acho que merecia no mínimo uma explicação. Aquela que me prometeste dar um dia. Hoje também é dia. E mais logo será noite, e eu esperarei incessantemente pela chamada que não chegará. Pela voz que não ouvirei. Pela promessa que não cumprirás. Pela rotina que já não é minha. Nem tua. Já não é nossa. E voltará a ser dia, e no meio de tantos dias e noites, tu não pareces minimamente interessado em manter a tua palavra. Tens quem te roube beijos, enquanto eu nem um segundo do teu tempo infinito consigo roubar. É esse o tanto, ou tão pouco, que valho para ti. Se ao menos eu pudesse entender... só entendendo posso seguir em frente. Ou pelo menos sair do sítio. Estou cansada de correr parada. Correr por ti, quando só corres para fugir de mim. Por mais que me custe, nada custa mais do que estar apaixonada por ti. Hoje vens, amanhã vais. Hoje queres, amanhã negas. Hoje prometes, amanhã adias. Hoje importas-te, amanhã estás-te nas tintas. Se ao menos eu pudesse entender... mas não posso. Não por falta de vontade, mas por falta de razões. Eu só queria poder olhar-te nos olhos, sem me perder, e poder ver o que vês. Pensar o que pensas. Entender o que te recusas explicar. Por isso, não tentarei mais. Não insistirei mais. Quando quiseres, e se quiseres, sabes que estarei cá. Olha-me nos olhos, sê sincero, não adies. Pelo menos uma vez na vida, não adies. Cumpre. Fica. Escolhe o que te escolhe. Não fujas do que te procura. Porque fugir cansa, e eu já estou tão cansada. Explica. Eu prometo entender, ou pelo menos tentar. E ao contrário de ti, eu cumpro. Porque te amo.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Dear uncle,

Dear uncle,

It's been a long time since I've written to you. I wish I had something to tell, or even a way to do it. But I don't. There are so many things going on right now, and I really feel like I can't do this anymore.  You know... when you were still here with me, by my side, I never really realized how much I needed you. But now that you're gone, I really do. I miss you every day, every hour, every minute, every second, every moment. And I really can't deal with that anymore. You left a hole in my soul, and even if I try to blur the past and hide the feelings, I can't. It's stronger than me. I mean, I'm not even strong anymore. Not like I used to be. Uncle, help me. I'm lost, and I feel helpless like there's no way out for me. I'm trying, I really am. I just can't. I always do the wrong thing even when I just wanna make it right for once. What's wrong with me? Why do I feel like this? It's not fair. I was not like I am now. I'm becoming the girl I said I would never be. And I really mean it when I say I'm lost. I only see empty rooms, frozen walls and dark souls. I miss the light. I was the light. I miss myself. I don't even recognize me anymore. I look in the mirror and I see nothing but shame and guilty. I've done some stupid things lately, and I really wanna apologize for that. I was weak, I am weak. I promised to you I would be strong and deal with this like you would. With straight and courage. But I'm not strong, I'm not brave. You were. And I'm sorry, uncle. I never meant to let you down. I really wanna make you proud of me. Of who I am. It's just so hard to not be able to hug you again. Never again. Because you're gone. I'm still here... but I'm not here at all. I don't feel like I belong to this place anymore. I hate being like this, I hate being here, I hate feeling alone all the time even when there are crowds of people around me, you know? Can you see me right now? Can you listen to me right now? I really wish I could see you as well, or just knowing that you're there and I'm not talking alone, by myself, like I always do. I don't get it, how can people be so mean to each other? This world is cruel, and I'm not ready to be on it. Do you understand? Of course you do... You always did, and maybe you're not here anymore to make me feel better, but I know you'd understand. I kept the memories of you sitting in the sofa almost asleep, or drunk dancing in front of the tv when I was seeing my favorite show. I wanted to punch you because I really loved that show. But now, I wish I could just stand up and dance with you. See you laugh again, and laugh with you. Or just see you and hug you again. Just once again. One last time. I never really had the opportunity to say goodbye. But to be honest, I know I wouldn't be able to do it. I'd just cry and run away like I always do. It's impossible to be prepared to say goodbye for someone you know you'll lose. And I lost you... it hurts so badly, like all I have is broken pieces of what used to be the most beautiful puzzle in the world. Broken bones of what used to be me. I'm sorry. I know you're not proud of who I am, of what I'm doing. And you can't even imagine how painful it is to wake up every day and realize it was not a nightmare. It was real. It's been 4 years and I haven't surpassed your lost yet. I'll never surpass it. It's impossible. You were here, and in a second you weren't there anymore. I can't stop remembering how it was... It was the worst day of my life. I'll never forget the horror expression in your face while you were there laying on the ground dying in front of me. I was empty, I couldn't react.  I'm still like that today. I wish I could turn places, or something. I really wish I could go away instead of you. You're the strong one here. You're the one who can be a good person in a world of mean people. And I can't. I'm sorry, again. You know... things are getting really hard to deal with. I can't even breathe properly without feeling the emptiness. Maybe one day, I won't wake up to this living hell anymore. Maybe one day, I'll wake up there, not here. And maybe then, I'll feel whole again. I miss you, uncle. 

With love,

The person who misses you the most in this world. xx

domingo, 22 de março de 2015

Death Set Her On Fire.

"She sat alone, alone and at home. Where her screams were silent, but her mind was violent. Her insecurities hid deep inside and they did in deep eat her alive. A tear rolled down her face, as her heart began to race. She took her blade and tore her skin, where her depression lied deep within. This went on for day, months, year and until she cried her very last tears. She decided that she had enough, the world around her was much too tough. She took a gun to her head. Congratulations society, she is dead."


Have you ever studied so much but had a bad grade, like everything you do is never good enough? Have you ever changed something about yourself just to please someone else, like if you didn't change no one would ever love you just the way you are? Have you ever not said something just because you were afraid of the fact that no one would really care? Have you ever had a really bad day, like everything around you is right but you're wrong anyway? A day that you just want to erase from your memory? Have you ever lost someone to the point that you feel like you lost yourself as well? Well, for some people each day is a struggle. A constant pain that doesn't end. Everyday it gets harder. They spend their time trying to convince themselves that it's going to get better, but it never does. Everyday is like a nightmare that they can't wake up from. Everyday it gets more impossible. Everyday they feel like it hurts more and they have no forces to deal with all the pain. The loneliness starts haunting them and even if they try to run they can't. They're weak and tired. They lose their hope. And it's so sad to think that the ones who self harm are the most gentle. They rather hurt themselves than hurting anyone else. People call them crazy but they're not crazy at all. They're "just" depressed. Because something is destroying them. They feel like they're fighting against themselves and no matter what, they feel like there is no escape and they're going to lose their own game anyway. Our job is to respect them. We all had those days when we felt so sad we just needed a hug. Those days when we can't look in anyone's eyes because we know we'll cry. For some people those days happens quiet often. We do not have the right to make fun of them. They need help. So do we. We all do. Put yourself in their position. How would you feel if you took a gun to your head and everyone would try to pull the trigger?

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Tu és amor.

É engraçado como já nem o calor do sol consegue descongelar e aquecer o meu coração. A maior frieza que se pode sentir é aquela que nem com o mais quente dos sois consegue desaparecer. Lá fora o sol brilha. Mas em vez de me iluminar o caminho, só me faz sentir mais cega, fazendo-me tropeçar até no mais escuro recanto das maiores claridades. Os meus dias têm sido uma constante noite. Daquelas noites de inverno, gélidas e poderosas, quase tão frias como me tenho sentido. Acho que és tu quem me causa esta frieza gélida, este inverno duradouro, esta noite diária. És tu, meu amor, és tu. Amor, afinal o que é isso? O que é o amor? Se amor é este frio que sinto interiormente, se amor é acordar com o coração cheio de um enorme vazio, se amor é a razão de inúmeras insónias e tristezas, então certamente que não quero amar. E é aí que habita a verdadeira questão. Porque te amo, se não te quero amar? Porque te desejo, se não te quero desejar? Porque habitas tu no meu pensamento noite e dia sem cessar, se lá no fundo só quero parar de pensar em ti? Porquê? Acho que só pelo simples facto de ser contraditório, o amor se contraria. Um ciclo vicioso de ditos e contraditos. Paixões e despaixões. Amar sem querer, ou querer amar e não conseguir. Qual deles o pior? Estes são sem dúvida dois problemas com os quais não consigo lidar. Porque por mais dolorosa que seja a tua ida, é com a tua vinda que eu sinto mais alegria. Por mais mal que me faças, é a teu lado que estou bem. Por mais que não te queira, és tu quem eu mais quero. Não quero querer-te, mas sem querer eu te quero. E isso é frustrante. Ainda que tenhas partido o meu coração em mil pedaços, eu pegaria em cada um deles e voltaria a colocá-los na tua mão forte e destemida, um por um. Nessa tua mão com a qual a minha encaixa na perfeição, como se de um puzzle se tratasse. Alguns encaixes simplesmente têm a mesma forma, não querendo necessariamente dizer que foram feitos para uma determinada peça. E isso é ainda mais frustrante e contraditório do que tudo o resto. Não saber se sou eu a peça que queres para te completar. Saber que mesmo não te querendo, eu te quero, e sabendo que mesmo não querendo saber, eu quero saber se também tu me queres. Apesar de seres quem mais me destrói, és tu quem mais tem a capacidade de me consertar. Talvez amar seja isso mesmo. Talvez não. Talvez nunca chegue realmente a saber o que é amor. Mas sei que és tu que surges no meu pensamento ao escutar essa palavra. És tu. Talvez não saiba o que é o amor, mas sei que tu... tu és amor.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Fade away

Quanto tempo se passou desde a última vez que estiveste aqui? Quanto tempo se passou desde que desapareceste? Quanto tempo se passou desde que te abracei pela última vez? Quanto tempo? É estranho, parece que foi ontem que te vi pela última vez... mas parece uma eternidade sempre que penso no tempo em que já passei sem ti. Anos se passaram, e eu ainda não me mentalizei que não estás cá. Acho que é isso que me magoa mais. Saber que nunca mais te vou ver, nunca mais te vou abraçar, nunca mais vou ouvir a tua gargalhada ou simplesmente a tua voz. "Nunca mais." O nunca mais é algo que te faz recordar tudo o que já viveste. Coisas passadas, que farão sempre parte do teu presente consciente, mas nunca terão a oportunidade de fazer parte do teu futuro. Porque simplesmente, desapareceram. Para sempre. E custa, cada vez mais, todos os dias. Prefiro recordar-te como a pessoa maravilhosa e animada que foste, uma pessoa de quem me orgulho. Uma pessoa que pode já não estar presente fisicamente, mas que estará SEMPRE presente no meu pensamento e acima de tudo, no meu coração. No meu passado, e no meu presente. Sempre. Só queria que soubesses que te amo. Foste a melhor pessoa que tive na minha vida. Foste o pai que nunca tive, aquele que me ralhou quando mereci e que me elogiou quando fiz algo de valor. Aquele que esteve lá, não só nos bons como também nos maus momentos. Aquele que mesmo não estando cá, sei que NUNCA me abandonou. E talvez seja por isso que ainda aqui estou... ainda. Só quero que saibas que no meio de todas as ajudas, é da tua que preciso. É de segurar a tua mão que eu preciso. Queria ver-te, uma última vez. Queria poder estar aí, contigo. Diz-me... foi doloroso? Viste as memórias passarem-te à frente como um rodapé, como as pessoas relatam? Diz-me, como estás? Estás mais feliz que aqui? É que eu não estou, e sinto que nunca estarei realmente feliz. Não aqui. Não assim. Não sem ti. Não aguento mais, acordar todos os dias e esboçar um sorriso que embora seja meu, não tenha nem um pingo de honestidade em si. Encarar as pessoas com quem lido diariamente, e fingir que não quero fugir dali, para longe. Sabes, qualquer sítio me parece mais certo que aqui. Nada está certo. Nem eu estou certa. Às vezes só queria que as coisas fossem fáceis, fáceis o suficiente para eu poder simplesmente decidir desaparecer. É essa a minha vontade constante, frequente. Falo como uma miúda louca, e isso é frustrante. Porque eu não estou louca por querer desaparecer. Talvez no meio de tudo, essa seja a minha única e mais lúcida certeza. Este mundo é impiedoso, repugnante, e eu não pertenço aqui. E sinceramente, não quero pertencer aqui. Não quero. Estou farta disto. Estou farta das pessoas com quem lido, estou farta dos lugares em que estou, estou farta de estar aqui. Tornou-se impossível acordar de manhã e não me lamentar por estar viva. Só queria poder... sei lá, fechar os meus olhos e simplesmente evaporar. Sair daqui, para um lugar bem longínquo e pacífico, um lugar onde eu realmente me sentisse eu própria. Onde eu pertencesse. E torna-se ridículo escrever numa tela branca, como se pudesses ler. Esperar uma resposta que nunca chegará. Porque tu não estás aqui. E estejas onde estiveres, quero que saibas que também eu quero estar aí. Até um dia, tio.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Chuva de amor

Estou num ponto, em que não sei para onde ir. Não sei o que fazer. Se me mover, tenho medo de cair. Se ficar sentada, tenho medo de perder a chance da minha vida. Insistir, ou desistir? Acho que a resposta está por aí, perdida entre as mil gotas desta chuva que cai intensamente na minha vida. Uma chuva fria, constante, frequente. Uma chuva que sufoca, sem afogar. Uma chuva que cansa, sem fazer correr. Uma chuva tão ácida em sentimentos, que te mata lentamente sem te aperceberes. Não sei quanto mais tempo vou demorar a perceber que não adianta de nada dançar à chuva ou admirá-la, se ela continuar a cair em mim, e a desmoronar o meu mundo. Cada pequena gota que me cai na cara, se confunde com as lágrimas, aquelas que deitei sem sequer me aperceber. Aquelas que teimaram em deslizar pela minha face. Aquelas que quase me levaram à exaustão. Aquelas contra as quais lutei, dia após dia, incessantemente. Uma luta que eu sabia que não podia ganhar, mas que mesmo assim me fez lutar, sem desistir. Uma luta que agora eu vejo, foi inútil. Para quê fingir que estou bem, se no momento em que alguém me olhar nos olhos vai ver a guerra que existe dentro de mim. Uma guerra que eu criei, comigo própria. Para quê guardar esta mágoa dentro do meu coração, se no momento em que perder as forças, vou desabar totalmente? Vivo assim, com este sentimento de dor, este sentimento de amor. Porque amar é sinónimo de sofrer, e nem o mais lutador conseguirá alguma vez vencer. Quanto mais tento esquecer, mais me fazem lembrar. Quanto mais tento parar de amar, mais me recordo de tudo o que um dia me fez querer-te, cada dia mais. Esses teus olhos que me faziam sentir perdida, completamente à deriva no mar. Essa tua boca que me fazia criar ilusões, e mais tarde me fazia sentir desilusões. Essas tuas palavras que para mim soavam como a mais bonita melodia. Uma melodia que me hipnotizou, me derrubou. Conheceste cada pequeno detalhe meu, cada pequeno segredo meu, e usaste-os contra mim. E isso eu nunca vou ser capaz de te perdoar. Pode demorar, posso perder as forças ou morrer sufocada por esta chuva teimosa e amargosa, mas persistirei.